"Os bancos das praças estão sempre ocupados por desocupados".
"Os valores morais são os únicos que conservaram os preços de antigamente!"
"Esperanto é a língua universal que não se fala em lugar nenhum do mundo!"
A 11ª edição da Bienal Internacional do Livro de Alagoas vem aí e, neste ano, o maior evento cultural e literário do estado presta homenagem a três patrimônios vivos do Estado que são referências na disseminação dos rituais das religiões de matriz africana em Alagoas: Mãe Neide Oyá d’Oxum, a patronesse; Mãe Mirian, a madrinha e Pai Célio, será o padrinho do evento que acontecerá de 31 de outubro a 9 de novembro no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no bairro de Jaraguá, em Maceió.
Natural de Arapiraca, Mãe Neide mantém um Centro de Cultura Afro – Centro Espírita Santa Bárbara, no Conjunto Village Campestre, parte alta de Maceió, onde realiza diversos cursos e oficinas profissionalizantes, trabalhando em prol da melhoria da comunidade. Em 2014, recebeu o título de cidadã maceioense e, um ano antes, já havia recebido o título de cidadã Palmarina.
Em 2017, Mãe Neide conquistou o título de melhor chef alagoana e, no ano seguinte, foi eleita Embaixadora da Gastronomia Alagoana a partir de sua relação com a culinária de tradição quilombola feita em seu restaurante, o Baobá. Já em 2021, a Ialorixá foi eleita a melhor chef do país, sendo a única mulher negra e nordestina a chegar à última fase da disputa. Acompanhe mais sobre ela aqui - https://www.instagram.com/chef....
Já Mãe Mirian nasceu em Piranhas, às margens do Rio São Francisco e teve uma infância marcada por sofrimento e doenças, como catapora, sarampo, sarna e bexiga, entre outras. Seu corpo estava coberto de chagas, mas com muito tratamento, ela foi curada. Aos 7 anos, seu pai se separou de sua mãe e a levou consigo, o que aumentou seu sofrimento. Desde cedo, ela despertou para os Orixás, com apenas 12 anos, devido a problemas de saúde. Foi com essa idade, inclusive, que ela conseguiu fugir e reencontrar sua mãe.
Ainda aos 12, ela começou a ter alucinações e um dia, com muito desespero, correu em direção ao mar na Avenida Duque de Caxias, em Maceió, sendo socorrida por pessoas na praia. A vizinhança sugeriu à sua mãe que a levasse à casa de Senhora Anália Dantas, uma Ialorixá recém-chegada do Rio de Janeiro, da Nação Nagô, na Rua Castro Alves, bairro do Poço. Assim, Mirian iniciou seus trabalhos religiosos em uma época de grande perseguição governamental aos praticantes.
Mãe Mirian foi registrada no Livro de Tombo em 2021 como Patrimônio Vivo pelas Religiosidades de Matrizes Africanas, reconhecendo sua dedicação e contribuição inestimável para a preservação dessas tradições culturais e religiosas. Clique aqui (https://www.instagram.com/miri...) e acompanhe mais sobre ela.
Pai Célio, desde pequeno, já tinha contato com grandes transformações. Foi a partir de seu nascimento, inclusive, que aproximou as gerações após descobrir que seria o herdeiro religioso do axé. Foi construindo, também, uma relação afetiva com os participantes do terreiro relacionando-os com seus orixás, cria nomes carinhosos para cada um deles, aprendendo no dia a dia os preceitos religiosos de sua matriz. Assumiu, ainda jovem, em 1978, o título que lhe fora predestinado.
Historiador inquieto, que sempre buscou desenvolver ações de reconhecimento e valorização da cultura afro-brasileira, Pai Célio contribuía para a fragilidade das comunidades tradicionais. Tanto que em 1984 deu início a institucionalização da Casa de Iemanjá - https://www.casadeiemanja.com/, tornando-a de natureza jurídica e sem fins lucrativos, com o nome de Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té, desenvolvendo atividades agregadoras de formação continuada, como oficinas, palestras e cursos. Clique aqui (https://www.instagram.com/baba...) e acompanhe mais sobre Pai Célio.
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas com patrocínio do Sebrae e apoio da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes).
Sob a coordenação do professor Eraldo Ferraz, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros as secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
Veja mais novidades em breve no site da Ufal e acompanhe também as redes sociais do evento: @bienaldealagoas no Instagram, Threads e também no Facebook.
Fonte: https://tribunahoje.com
Foto: Ascom Ufal
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